Publicado por: Pamela Marques | dezembro 17, 2009

Tipologia Textual.

Narração ou história: é um texto que narra uma longa ou curtíssima história, tendo ação, espaço, personagem e tempo, e este deve estar em desenvolvimento.

Ela abriu a geladeira, pegou uma maçã e comeu.

Atenção: as ações acontecem em seqüência.

Descrição ou retrato.

O texto mostra um ambiente.

A chuva caia, todas as portas estavam trancadas, assim como as janelas, havia uma grande enxurrada, os carros estavam parados e as árvores balançavam ferozmente.

Texto que mostra situação simultânea.

Enquanto ela assistia, o gato miava, a criança brincava, a mãe cozinhava.

As ações acontecem no mesmo momento, o tempo está parado.

Publicado por: Pamela Marques | agosto 28, 2009

Autorretrato” e “porta-retrato”: regras diferentes

Em tempos de reforma ortográfica, muita gente pensa que as alterações foram bem mais abrangentes do que realmente foram. Há quem não compreenda por que “autorretrato” passa a ser escrito com “rr” e “porta-retrato” continua com hífen.

Esse tipo de confusão se desfaz quando a pessoa olha o que deve ser olhado: o início da palavra. “Auto-” é um prefixo, “porta-” é uma forma do verbo “portar”. Os prefixos terminados em vogal unem-se, agora sem hífen, aos termos iniciados por “r” mediante a duplicação dessa consoante.

A regra, porém, não se estende a substantivos compostos, que têm dois ou mais radicais. Assim, “porta-retrato” continua com hífen, como a maioria dos demais compostos iniciados por verbo (“porta-bandeira”, “abre-alas”, “lança-perfume”, “arranca-rabo”, “arrasta-pé” etc).

A maioria requer o hífen, mas há exceções, já consagradas pelo uso. É o caso de “girassol”, “passatempo” e agora, com a reforma, “mandachuva” e, ao que tudo indica, “vagalume”. De modo geral, entretanto, emprega-se o hífen nos compostos formados de verbo seguido de substantivo (“porta-luvas”, “para-brisa”, “pica-pau”, “beija-flor”, “saca-rolha”, “mata-burro”, “borra-botas” etc).

 

Fonte: Uol Educação.
Por Thaís Nicoleti

Publicado por: Rômulo Lopes | agosto 5, 2009

Vocativo

O que é o vocativo?
O vocativo, meu amigo, é o “meu amigo” dessa frase.
O vocativo é você. Eu ou a Pâmela. O vocativo somos todos nós.
 
Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.(http://www.brasilescola.com/gramatica/aposto-vocativo.htm)
 
Ou seja, o vocativo é a palavra usada pelo locutor para chamar a atenção do interlocutor.
 
Exemplos:
Bom dia, amiga!
Oi, Juliana, como vai?
Aonde você vai, cabeção?
Tudo bem com você, André?
Perdoai, Pai, os nosso pecados.
O senhor é um fanfarrão, seu Zero-dois!
 
O vocativo deve sempre estar isolado na oração, pois não está ligado ao verbo nem ao nome. Não faz parte do sujeito nem do predicado.
 
Portanto, nobre leitor, não erre mais.
Publicado por: Rômulo Lopes | julho 23, 2009

Hífen.

O novo acordo ortográfico da língua portuguesa trouxe mudanças também quanto ao uso do hífen.

Pra quem já sabia usá-lo, uma péssima mudança. Muita coisa mudou.

Pra quem ainda não sabia, confesso que tudo parece mais simples agora.

- “r” e “s”

O hífen não será usado quando o prefixo terminar com vogal e a palavra seguinte for iniciada com “r” ou “s”.
Exemplos:

Antes: auto-retrato, ante-sala, anti-rugas, arqui-rival, alvi-rubro, infra-som, ultra-sonografia, contra-regra

Agora: autorretrato, antessala, antirrugas, arquirrival, alvirrubro, infrassom, ultrassonografia, contrarregra

Feio não?

- mesma vogal

Mais simples impossível: quando o prefixo terminar com uma vogal e a palavra seguinte for iniciada com a mesma vogal, use o hífen.
Exemplos:

Antes: microondas, microônibus,

antiinflamatório, antiinflacionário, arquiinimigo

Agora: micro-ondas, micro-ônibus,

anti-inflamatório, anti-inflacionário, arqui-inimigo

- vogais diferentes

Com o prefixo terminado com uma vogal diferente da vogal que inicia a palavra seguinte, não use o hífen.
Exemplos:

Antes: anti-ético, auto-ajuda,

auto-afirmação, auto-estrada, co-autor,

contra-indicação, extra-escolar, extra-oficial,

infra-estrutura, neo-imperialista, semi-aberto
Agora: antiético, autoajuda, autoafirmação, autoescola, coautor, contraindicação, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, neoimperialista, semiaberto

A única observação é que essa última regra não se aplica quando a palavra depois do prefixo for iniciada por “h”: anti-heróico, anti-higiênico, extra-humano.

Publicado por: Pamela Marques | julho 20, 2009

Diferença entre “mal” e “mau”.

Quando pequena eu achava que não havia diferença nas duas formas. Depois ouvindo algumas histórias, como Chapeuzinho Vermelho em que o Lobo era mau. Fui percebendo a diferença.

Algumas pessoas continuam esquecendo ou trocam ‘sem querer’ muitas vezes uma pela outra. Desenvolvi uma técnica para lembrar. E acho que a maioria dos professores explicam assim:

“Quando for o contrário de bem é = mal.
Quando for o contrário de bom é = mau.”

Temos como exemplos:

João canta bem.
João canta mal.

Ronaldinho é bom jogador.
Ronaldinho é mau jogador.

Lembra-se também que ”Mal” pode ser advérbio, como ocorre na frase:

Aquele cantor canta mal.

Em que “mal” designa o modo como alguém canta.

“Mal” também pode ser substantivo:

Nunca pratique o mal; pratique sempre o bem.


E o terceiro valor gramatical da palavra “mal”? É o de conjunção indicativa de tempo e equivalendo a “logo que”, “assim que”, “imediatamente depois que”:

Assim que você saiu
Logo que você saiu
Mal você saiu, ela chegou

Esse “mal” se escreve com “l” e é conjunção.


Caso você esqueça quem é o contrário de quem, coloque em ordem alfabética: “mal” vem antes de mau” e “bem” vem antes de “bom”. Pronto: está resolvido o assunto.

Publicado por: Pamela Marques | julho 17, 2009

Catacrese – a metáfora desgastada.

Você já parou para pensar que a palavra “embarcar” deriva de barco ou barca? “Embarcar”, ao pé da letra, significa entrar no barco ou na barca, e não no trem, no carro, no ônibus ou no avião. No entanto todo mundo embarca no trem, no carro, em todos os meios de transporte. Esse é um fenômeno lingüístico chamado catacrese, um tipo de metáfora desgastada.

A metáfora se faz por semelhança. No caso, a semelhança entre um barco e um trem está em que ambos são meios de transporte. Como não existe um verbo específico para cada meio de transporte, então utilizamos – por metáfora – o verbo “embarcar para todos eles. Com o tempo, a metáfora se desgasta, fenômeno a que damos o nome de catacrese.

Vamos a um exemplo interessante de catacrese na música “Azul”, de Djavan:

Eu não sei se vem de Deus
do céu ficar azul
ou virá dos olhos teus
essa cor que azuleja o dia?
Se acaso anoitecer
do céu perder o azul…

Será que “azul” e “azulejo” têm algo em comum? Os bons dicionários alegam que sim. Dizem que o azulejo, quando surgiu, era branco ou azul, e por isso emprestou da palavra “azul” a origem de seu nome. Por isso “azulejo” é uma catacrese: por semelhança lógica com a cor azul, por metáfora que se desgastou com o uso.

Outros exemplos de catacrese:

bico da pena
dente do alho
dente do pente
braço da cadeira

Fonte: Professor Pasquale.

Publicado por: Rômulo Lopes | julho 15, 2009

Porquês

A língua portuguesa é, segundo pesquisas, a língua mais difícil de se aprender.

Isso é facilmente percebido quando se observa os ‘jovens’ conversando no msn ou no orkut. São milhares de erros básicos.

No inglês, “why” é o porquê da pergunta e “because” é o porquê da resposta. Simples assim.

No português, seguindo a linha de raciocínio de que nada deve ser simples, são 4 tipos de porquês. Quais sejam:

por que

- preposição “por” + pronome interrogativo “que”. Tem o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”e pode também ser substituído por “pela qual”.
Exemplos:

Por que você fez isso?
(Por qual motivo você fez isso?)
A situação por que passei foi delicada.
(A situação pela qual passei foi delicada.)

por quê – é equivalente ao de cima, com a diferença que esse fica no final da oração. Se depois dele vier um ponto, acentue-o.
Exemplos:

Você está confusa não sei por quê.

Ele chegou atrasado, mas por quê?
(ambos podem ser substituídos por “por qual motivo”; como estão antes de um ponto [final e interrogativo, respectivamente] recebem o acento)

porque - esse talvez seja o mais fácil. É uma conjunção causal ou explicativa; tem o significado de “pois”, “já que”, “uma vez que”.
Exemplos:

Ela chegou cedo porque estava ansiosa.
(a causa d’ela ter chegado cedo é a ansiedade)
Reza, porque Deus ajuda.
(Reza, pois Deus ajuda.)

porquê - este é utilizado como substantivo e denota o sentido de “causa”, “razão”, “motivo” e vem acompanhado de um artigo, adjetivo ou numeral.
Exemplos:

Não sei o porquê dessa sua dúvida.
(artigo “o”)

Tenho um porquê para o meu atraso.
(numeral “um”)
O uso dos porquês é uma questão difícil de se entender.
(Ô!, nem me fala…)

Publicado por: Rômulo Lopes | julho 14, 2009

Trema.

-Pai, o que são esses pontinhos em cima do “u”?

-Isso aí meu filho, agora é um erro.

“Trema é um diacrítico usado em diversas línguas para alterar o som de uma vogal ou para assinalar a independência dessa vogal em relação a uma vogal anterior, constituindo-se às vezes em uma vogal própria e distinta no alfabeto.” 

Entendeu? Não? Bom, não precisa. [em termos] O trema não existe mais
 

Em 1945 foi feito um acordo ortográfico em Portugal, semelhante ao nosso, que aboliu o trema.

No Brasil, alheio a crises e problemas internos que praticamente inexistem, nosso querido presidente decidiu que o acordo ortográfico (que na verdade data de 1990) deveria entrar em vigor, tornando o trema abolido oficial e definitivamente da ortografia do português brasileiro.
 

O trema tinha, entre outras finalidades, a função de fazer com que a vogal “u” fosse pronunciada em algumas palavras.

A síbala QUE da palavra cinqüenta, agora sem o trema, na teoria, seria pronunciada da mesma forma como é pronunciada em “chique“: cinqenta.
 

Eu lembro que minha professora falava, “você TEM que usar o trema porque senão, ao invés de falar “conseqüência”, você vai falar “conseqência“.
 

Falando francamente, o trema devia mesmo ser abolido.

Existem outras palavras mais difíceis de serem pronunciadas e escritas corretamente. Exemplo claro: “pudico” ou “púdico“?

E eu ainda faço confusão com o uso do “s” e do “z” em algumas palavras.

O trema servia para dificultar a escrita de uma palavra que você sabe muito bem pronunciar.
 

“Com a entrada efetiva em vigor do Acordo, o uso do trema ficará restrito às palavras de origem estrangeira e seus derivados, tais como Müller e mülleriano, Hübner e hübneriano, sem contar o direito garantido na Base XXI, de manter a grafia original de nomes próprios, empresas e marcas com registro público.”

Publicado por: Rômulo Lopes | julho 13, 2009

Agora, a minha crítica.


Há tempos trago isso entalado na garganta. Uma indignação, mas uma indignação diferente.

Esse acordo ortográfico foi um erro? Sim, na minha opinião. Uma mudança pra inglês luso ver.
Mas não é culpa [exclusiva] dele, eu sei.

O fato de alguém não tão alfabetizado ter a última palavra num país cheio de doutores e mestres muito me incomoda.
Esse é o principal motivo que me faz ver que a democracia semi-direta não devia ser adotada no Brasil. O brasileiro é acomodado, preguiçoso. Poucos são os que agem.

Todo mundo reclama da corrupção, acha ruim o modo como os políticos fazem festa e pouco caso com o que realmente nos importa. Mas, o que realmente é feito para parar isso?
Sim, porque temos esse poder nas mãos. Você não sabia, né? Quase ninguém sabe, infelizmente.


Nós, população, elegemos representantes para o poder. Votamos em quem quisermos votar, se quisermos votar. A democracia semi-direta nos permite isso.
Alguém, dentre os milhares de “ótimos” candidatos, vai acabar ganhando o cargo. A democracia semi-direta nos proporciona isso.

Qualquer pessoa pode se candidatar, desde que tenha nacionalidade brasileira, idade adequada para o cargo e saiba ler.
Não precisa ter ensino superior, ensino médio e tampouco ensino fundamental, basta saber ler.
Qualquer pessoa pode acabar sendo eleita. Qualificação, pra quê?
O nosso representante, a partir do momento que ganha “poder”, age como bem entender, defendendo os princípios sabe-se lá de quem.

Podemos fazer alguma coisa pra impedir isso? “Podemos, mas dá trabalho… mexe com isso não”, é o que se ouve.
Nós mesmo temos que fiscalizar ou existe um órgão fiscalizador?
Aqui vem a grande jogada que não deixa essa bola de neve da corrupção parar: a “fiscalização” é feita por outros representantes, igualmente “ótimos”, e defendendo também os princípios sabe-se lá de quem. Irônico, não?

O corrupto desqualificado que foi eleito faz as leis à maneira mais agradável ao seu partido político e, caso seja preciso, fiscaliza um corrupto desqualificado que eventualmente seja descoberto.

Esse corrupto desqualificado que foi descoberto pode, em outro momento, ter que fiscalizar o primeiro corrupto desqualificado. Ou seja, um “vigia” o outro, e vice e versa. Bastante cômodo.

Uma alternativa a isso seria uma mobilização popular, mas, aqui no Brasil, isso é um tanto quanto utópico.

Agora um exemplo prático: alguém não tão alfabetizado se candidata à presidência. Ganha. Por interesses políticos (veja bem, políticos, não sociais) assina um acordo que muda a vida de muita gente. Muita gente mesmo.

Professores, escritores, alunos e etc. Para não falar dos que, indiretamente, acabam sofrendo algum tipo de impacto.
Você que passou anos e anos estudando noites a fio para poder entender esse monstro chamado Gramática terá de apagar da memória algumas coisas. E terá que se preparar para mais algumas noites em claro.
(a propósito, “semi-direta” não possui mais hífen)

Publicado por: Pamela Marques | julho 10, 2009

Anáfora.

Durante nossa vida estudantil sempre somos recomendados a não repetir palavras em nossas redações. É algo amendrontador, cria em nós um bloqueio. Começamos a escrever uma redação e de repente escolhemos uma palavra que encaixa perfeitamente na frase, mas já usamos ela no parágrafo anterior. Isso é um problema. De repente tudo fica ‘escuro’ e as palavras insistem em se perder. Então, os alunos são reprimidos pelo medo, supondo sempre que seu trabalho ficará péssimo. Mas será que a repetição de palavras é algo tão repreensível? Vejamos alguns exemplos a seguir.

A música “A via láctea” da  Legião Urbana:

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz…
[...] Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou…

A repetição nessa música foi feita com a intenção de dar ênfase ao estado de ‘espírito’ da pessoa. E a música “É tanto” do Skank que utiliza desse mesmo recurso.

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto
É tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto

Entre várias outras músicas que poderíamos citar aqui. Que usam e abusam da repetição de palavras. E isso se dá o nome de: anafóra. Na linguagem poética ela é aceitável, contudo na linguagem formal, na dissertação, a repetição abusiva pode não levar ao mesmo resultado. Então fiquem espertos e evitem esse recurso no seu texto formal ou utilize-o com muito critério e consciência.

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